Regressei hoje ao meu doce lar depois de alguns dias de férias, de maneira que vou ter o meu jantar de aniversário junto dos familiares mais próximos.
Viajar e passar uns tempos fora é bom mas esta sensação de chegar e encontrar o nosso "ninho" é sempre também uma sensação tão reconfortante e apaziguadora.

Em relação aos meus 31 aninhos ... bem por onde começar? Olhando para trás parece que corre tudo tão rápido e como eu (mal ou bem) guardo memórias desde que era bem pequenina, parece que ainda foi à tão pouco tempo que era carregada ao colo enrolada num cobertor numa manhã fria; ou que era deixada na sala da escola ao lado de um miúdo que não parava de chorar para o meu primeiro dia de aulas; ou ainda que ficava colada à televisão a ver desenhos animados e a chorar baba e ranho ao ver as fábulas e contos tradicionais aos Sábados de manhã(...)
Aos 31 anos sou uma mulher feliz com a familia que tenho e com o que já alcançei por esforço próprio mas com muito ainda por resolver e melhorar nas outras esferas da vida:
- Detesto a imagem que o espelho me devolve e pensava que passado um ano do parto já não me ia sentir assim. Começo dietas cheia de boas intenções que ao fim dos tempos não tenho empenho para continuar. Depois não tenho nem tempo nem vontade para os cuidados mínimos de beleza ou sequer para comprar roupa para mim (já nem os saldos me incentivam). Pior não tenho paciência para aquelas conversas normais de "gajas" sobre futilidades e sei que isso também me faz falta mas não sei o que se passa comigo pois tudo isso me aborrece contrariamente ao que acontecia antes de ser mãe.
Vi umas filmagens que o meu marido fez ao Miguel na praia e onde eu tenho a infelicidade de apareçer e confesso que fiquei chocada com o que vi: ao baixar-me para dar a mão ao Miguel a minha barriga parece um saco de peles flácidas e penéus!!! Que horror! Ainda nem me tinha aprecebido que estava assim tão mal.
- A nível profissional vivo uma realidade com a qual não sei conviver pacificamente. Estou em situação precária numa empresa multinacional onde já pertenci aos quadros durante 5 anos e a que tanto já dei de mim. Vive-se constantemente um clima de incerteza pois a toda a hora há rumores de novas ondas de despedimentos e cortes orçamentais. Actualmente isso já me atinge menos pois parece que já me habituei a conviver com esta realidade constante...
Ainda assim tendo um filho pequeno, empréstimos a pagar, sendo de um signo que aprecia a estabilidade (financeira e emocional) acima de tudo e com a crise que os noticiários pregam a todas as horas, esta conjuctura definitivamente deixa-me desmoralizada e descrente.