quarta-feira, 22 de julho de 2009
Músicas que ficam no ouvido
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Finalmente o fim-de-semana
Desdobrei-me em entrevistas, fiz tudo para parecer uma pessoa forte e decidida sem espaço para inseguranças quando no fundo me sinto como se fosse rebentar e cair para o lado a qualquer momento.
É nestas alturas em que a minha fraca auto-estima quer deitar tudo a perder, que me relembro como a pessoa que escolhi para meu companheiro e pai do meu filho faz a diferença e me dá a força que já não conseguia ter sozinha. Dizer que não sei viver sem ele é pouco porque sinto que ele é a parte de mim que me faltava e sem a qual não estava completa.
É com esta força e o desejo de um futuro melhor para nós os 3 que lutei, me fiz ouvir e pus de lado a modéstia que me faz ficar resignada assistindo à minha estagnação profissional. Chorei lágrimas ao falar de injustiças passadas mas acho que saíram no momento certo para que saibam que "quem não sente não é filho de boa gente" ... e eu sou filha de gente simples mas humana e verdadeira!!!
O processo não está terminado mas aconteça o que acontecer, sinto orgulho pelo que consegui fazer nestes últimos dias e por não ter cruzado os braços. As adversidades vieram porém de quem menos esperava que viessem e uma vez mais na minha vida fiquei desiludida com alguém em quem confiava e tomava por amigo.
Moral da história: Temos de ser nós a lutar pelos nossos interesses pois nunca podemos esperar que alguém o faça por nós ... aí está uma lição de vida que com as cabeçadas do passado lá consegui interiorizar e aprender.
Na minha vida nada se faz sem esforço mas isso também faz com que ao olhar para trás dê muito mais valor ao que agora tenho. Esta fase não é pois mais que uma pedra na longa engrenagem.
domingo, 5 de julho de 2009
Sentir a Diferença
Mas enfim isto foi só a introdução para o que quero contar ...
Não é que estava eu hoje na fila para comprar os famosos "Pasteis de Belém" (que aqui entre nós são bons mas não valem os exagerados 5,40€ /pacote 6) e dou um dos habituais espirros?! Fiz como qualquer pessoa minimamente educada faz, ie, desviei a cara para o lado e pus a mão à frente da boca e do nariz. Senti-me como se tivesse lepra ou coisa pior ao ver o olhar aterrorizado e de nojo do casal à frente, que sem qualquer tentativa de descrição, se desviou e ainda comentaram alto e em bom som: "olha a gripe das aves"!!!
Era para ter respondido que felizmente para mim, e até talvez para eles, se tratava apenas de uma alergia e que já agora a famosa doença da moda se chama "gripe A" (até porque antes disso era mais dos suínos do que das aves) e não o que lhe chamaram!!! Mas engoli em seco e abafei a revolta porque embora a atitude não tivesse primado pelos bons modos, entendi que é humano e até inato tentarmo-nos proteger quando por algum motivo nos sentimos em perigo.
Depois dos ataques do antrax, do perigo dos ataques terroristas, até da famosa crise económica, vem agora mais esta para pôr todos em estado de alerta e com a desconfiança e cepticismo ao rubro...
Naqueles curtos segundos deu para sentir na pele o que é sermos injustamente descriminados e como fenómenos fictícios como os descritos no "ensaio sobre a cegueira" ou outros verídicos e que se julga não mais irem acontecer como o holocausto nazi, estão afinal só à espera de um click para poderem eclodir.

Desculpem a disertação talvez um quanto exagerada e demente mas ainda assim pertinente ...
