quinta-feira, 7 de maio de 2009

Coração Apertadinho

Trabalho muito mais horas do que é recomendável e até moralmente aceitável para uma mãe por isso é comum a sensação de que perco muita coisa e questiono-me muitas vezes se vale a pena tamanho sacrifício tendo em conta tudo o que este emprego me priva. Mas o facto é que as opções não são muitas e não sei deixar de ser responsável e entrar no tão típico espírito do passa ao outro e não ao mesmo...

Ando sempre absorvida pelos prazos, pelas "to do lists", pelo calendar, pelas teleconferências, pelas reuniões infrutíferas e pelos problemas sempre emergentes que põem constantemente em causa todo o planeamento traçado ... resistência ao stress adquire-se ou vai-se perdendo com o tempo??? Nem sei acho que se vão tentando arranjar resistências e armaduras que disfarçam o problema mas ele está lá sempre a arruinar-nos a saúde física e mental, a capacidade de dormir, de relaxar e em suma aguçando a tristeza por não se poder viver uma vida dita "normal" com tempo para outras coisas.

Apesar desta vidinha de formiguinha e até de burro vendando que só olha para a cenoura em frente dos olhos, há alturas em que a vida prega rasteiras e faz despertar para o facto de que há coisas bem mais importantes na nossa vida e que nem para tudo há solução que possamos desencantar por mais que nos esforcemos.
Amanhã saberei de este aperto no coração vai poder relaxar ou se pelo contrário irei ficar bem mais preocupada e com o coração entre a espada e a parede.
Pensamentos positivos precisam-se!!!

domingo, 12 de abril de 2009

So para dizer que ainda por ca ando

Desculpem a falta de acentos mas o pc esta com um "bug" qualquer relativamente aos acentos, pelo que os vou ter de os omitir para que nao fique uma coisa do genero :
"n~~ao sei o que h´´a a fazer para resolver isto"

Tenho andado distante como que numa cura de "desintoxicacao bloguistica" para tentar dar mais de mim e do meu tempo aos que me sao fisicamente mais proximos. A Pascoa passou a voar e entre fazer doces, passar a ferro, arrumar coisas, confraternizar e fazer entregas on-line do IRS para mim e uns quantos familiares, la se passou tudo num ai ...
A proposito, espero que a Vossa Pascoa tenha sido tambem docinha, passada perto da familia e/ou no meio de amigos.

Perante a simulaçao do reembolso de cerca de 1000 euros do IRS, começamos a sonhar com uma semaninha de ferias. Nao ha destino certo apenas a certeza que fosse distante o suficiente para termos de apanhar um aviao (coisa que nao fazemos desde que estava gravida de um mes sem que ainda soubesse).
Infelizmente ha um dilema e um sentimo de culpa associados: apesar da crise parecem nao haver viagens que encaixem nesse budget restrito para duas pessoas no timming que queremos & como lidar com o afastamento do nosso filhote sem ter cravado no peito e na mente o sentimento que estamos a ser uns pais negligentes e egoistas?

Espero que se resolva porque enquanto casal bem que estamos a precisar...

domingo, 5 de abril de 2009

Eis que passados quase 4 anos

... a habilidade para cozinhar aumentou e/ou a estima pelo trem de cozinha diminuiu e já consegui finalmente fazer crepes sem me queimar ... YUPI!!!

São coisas que marcam: estava casadinha de fresco (regressada há poucos dias da lua-de-mel em Cuba), numa cozinha a estrear e com um trem de cozinha a reluzir de novo.
Quis exibir os meus dotes culinários e quando tentava rodopiar os crepes, a frigideira escapou-me da mão, os reflexos que temos em fragmentos de segundos, levaram-me a irreflectidamente impedir que a mesma caísse tendo queimado forte e feio a palma da mão.


Fui ao posto médico que por azar nessa noite estava fechado por falta de electricidade ... pelo que o resultado foi uma noite muito mal passada em que sentia a mão constantemente a arder e tinha que estar com ela a agarrar alguma coisa bem fria.


Acho que desta aprendi a lição ... que se lixem os tachos, eles que caiam a ver se me ralo!!!

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A verdade é que posso estar bastante tempo sem fazer muita coisa interessante em termos de culinária mas de tempos a tempos necessito de ir para a cozinha, experimentar novas receitas, sentir-me distraída enquanto lá estou e pôr muito amor em tudo o que faço... e depois o melhor de tudo vem no fim quando sinto a satisfação dos outros ao comer o que fiz.

Os CREPES faço a olho seguindo as directrizes que o meu pai (que foi cozinheiro) em tempos me deu: Junto umas 2 gemas, com umas colheres de sopa de farinha, uns 3 dl de leite morno, uma colherzinha de manteiga derretida e uma nesguinha de açúcar, bato até fazer uma mistura cremosa e não demasiadamente líquida (corrigindo por isso com mais farinha ou mais leite).

Já este fim de semana fiz estas duas receitas:

TARTE DE ANANÁS E FIAMBRE:

- 1 embalagem de massa folhada/massa quebrada

- 250gr fiambre aos cubinhos;

- 150 gr queijo ralado (mozzarela ou outro);

- cogumelos laminados qb

- 4 ovos

- 1 pacote de natas

- 1 lata pequena de ananás

- Sal e pimenta qb

E voilá, este foi o resultado:

(Adorei e por isso aqui partilho)

TARTE DE CÔCO

- 1 embalagem massa folhada/massa quebrada

- 4 ovos

- 1 pacote de natas (200ml) ou em alternativa 2 iogurtes de aroma de côco (usei antes os iogurtes)

- 200gr de côco ralado

- 200gr açúcar

- 1 colh sopa de maizena

- não estava na receita mas acrescentei sumo de 1 limão para quebrar o doce


sábado, 28 de março de 2009

A Cigarra e a Formiga


A legendária lenda da esforçada formiga e da despreocupada cigarra assume na actualidade outros contornos e parece-me muitas vezes que no final a formiga ainda é gozada pela cigarra que vive às suas custas uma vida sem stresses e plena de facilidades.


Não era tão revoltada como agora, provavelmente são efeitos da idade mas confesso que me irritam e despertam sentimentos menos simpáticos todas as cigarras da sociedade:
Os que vivem à custa do rendimento mínimo garantido sem se esforçarem para voltar a trabalhar; os que vivem à custa dos pais até terem idade de já serem quase avós; aqueles que sobem nas empresas à custa dos colegas que realmente trabalham, fazendo-se valer apenas de esquemas de comunicação e graxa; aqueles com lucros enormes e que fogem aos impostos e/ou têm os empregados em situações contratuais precárias; os políticos corruptos; aqueles que reiteradamente roubam /furtam e saíem em liberdade; aqueles que estão nas prisões sem ter de trabalhar para comer; e por aí fora....


Irrita-me que na vida real as histórias não tenham o desfecho e os ensinamentos morais das fábulas de La Fountain ... não é quem trabalha e é esforçado que tem reconhecimento/sucesso mas mais os que pelas suas capacidades "chico espertenses" sabem contornar as coisas e levar bem a água ao seu moinho.


domingo, 22 de março de 2009

Stress

Só trabalhei um dia na semana passada mas desgastou-me por cinco ... Uma empresa em mudança de procedimentos (leia-se desorganização pegada), colegas amuadas, chefes cansados e sem tempo para prestar esclarecimentos do que quer que seja, "inbox do Outlook" e "Calendar" a abarrotar pelas costuras, pilhas de correio por arquivar e dar encaminhamento devido, imensas coisas para fazer (muitas das quais sem que entenda o que é pretendido), prazos a cumprir, ...
Decididamente não era este o emprego que sonhava quando em miúda me perguntavam o que queria ser quando fosse grande.

Dei o meu máximo para despachar algumas coisas (até trouxe papeis para ler no fds que nem lhes peguei) mas parece uma guerra perdida à partida, até porque no intimo me sinto cansada e sem forças para lutar contra este sistema ...

Na 5ª feira tinha ido a uma consulta de medicina geral com uma médica que não conhecia de parte nenhuma, que perante as minhas queixas de cansaço, me pergunta com a ligeireza própria de quem tem de despachar um questionário sobre nível de depressão que apareça numa qualquer revista lúdica, se: "me considero bonita" // "me considero feliz" // "gosto da vida que tenho" // "quais as actividades que faço para me divertir quando não estou a trabalhar" // " me apetece sair" ... Enfim lá respondi com a natureza possível e o mais evasivamente que a minha capacidade do politicamente correcto permitiu, ansiando que aquilo fosse o mais rápido possível e que ela se decidisse enfim a passar os necessários exames e análises de rotina (sim porque foi só para isso que lá fui não para psicologias da tanga).

O facto é que considero que não estou deprimida, apenas desejava não viver num mundo tão acelarado e em constante mutação, poder ser eu e ter tempo para mim e para quem quero bem, que os dias da semana não passassem a correr e só fossem feitos de trabalho, não ter de aturar cinismos e más educações, poder dar o murro na mesa e fazer-me ouvir.


Uma nova semana começa amanhã e já me sinto invadida de um sentimento que nunca mais é Sábado ... é isso Sra Doutora o meu problema!!! Tem aí um talão do euros milhões premiado que me queira dar?

quarta-feira, 18 de março de 2009

Filmes que Tocam

Nestes 4 curtos dias de férias sempre deu para descansar, apanhar um solzinho, fazer umas necessárias arrumações e ver uns DVD's.

De todos os que vi, destaco um: "Seven Pounds" ("7 vidas"). Depois de ter chorado imenso com a história verídica de sacrifício e determinação interpretada por Will Smith em "Pursuit of Happyness" ("Em Busca da Felicidade), este deixou-me completamente rendida ao desempenho do actor neste tipo de registo mais dramático e apelativo à sensibilidade.

"7 pounds" é tocante pela mensagem que passa, de que num mundo povoado de tanta competição e egoísmo, há ainda pessoas genuinamente boas e capazes de abdicar de tudo em favor dos outros.

Enfim são dois bons filmes que recomendo a quem seja sensível e não tenha vergonha de chorar.

Continuo sem entender porque filmes com mensagens tão ricas como estes, não são sequer nomeados para os Óscares ... Afinal as politiquices estão mesmo por todo o lado!!!

sábado, 14 de março de 2009

Falinhas Mansas

Quando somos pequenos, os nossos pais eram os nossos heróis: eles sabiam sempre tudo, tinham sempre razão, descobriam sempre tudo o que nós tentávamos esconder, resolviam todos os problemas que achávamos insuperáveis, eram incansáveis e tinham sempre um colinho generoso e um abraço meigo à nossa espera quando precisávamos.

Mais tarde na adolescência pomos tudo em causa e discordamos com tudo o que dizem. Depois quando nos tornamos adultos (na generalidade dos casos) já os vemos com todos os seus defeitos mas também somos capazes de os admirar por tudo o de bom e único que são e sempre serão para nós.

O meu pai sempre gostou de me transmitir muitos valores e ensinamentos, alguns dos quais ainda hoje sigo e outros que nem tanto.
Uma das coisas que sempre me disse foi para desconfiar das pessoas com falinhas exageradamente meigas e que nos parecem pôr no coração. Com isto ele não se refere às pessoas doces de natureza, de voz calma e meiga mas aquelas do género: "Ó filhinha isto, filhinha aquilo"/ "Ó meu xuxuzinho"/ e todo aquele show "bibidibidi"... tão a ver o género, não estão?
Pois bem confesso que esta era das coisas que não concordava com ele, porque não achava nenhuma base fidedigna nessas palavras para generalizar assim...

Aprendi com a vida que afinal estas palavras do meu pai não são assim tão descabidas.

Tenho uma colega assim que sempre pareceu pôr-me no coração, chegando mesmo a dizer: "se tivesse uma filha, queria que fosse como a filhinha!!". Pois bem quando as circunstâncias mudam é a primeira nas costas a espetar a farpa ... Triste como as pessoas conseguem ser tão cinicas e falsas!!!

Estou de férias com os meus dois amores mas não consigo desligar dos problemas e do arraial de intrigas e venenos que essa colega disseminou...