sexta-feira, 10 de julho de 2009

Finalmente o fim-de-semana

Foi uma semana de luta!!
Desdobrei-me em entrevistas, fiz tudo para parecer uma pessoa forte e decidida sem espaço para inseguranças quando no fundo me sinto como se fosse rebentar e cair para o lado a qualquer momento.
É nestas alturas em que a minha fraca auto-estima quer deitar tudo a perder, que me relembro como a pessoa que escolhi para meu companheiro e pai do meu filho faz a diferença e me dá a força que já não conseguia ter sozinha. Dizer que não sei viver sem ele é pouco porque sinto que ele é a parte de mim que me faltava e sem a qual não estava completa.
É com esta força e o desejo de um futuro melhor para nós os 3 que lutei, me fiz ouvir e pus de lado a modéstia que me faz ficar resignada assistindo à minha estagnação profissional. Chorei lágrimas ao falar de injustiças passadas mas acho que saíram no momento certo para que saibam que "quem não sente não é filho de boa gente" ... e eu sou filha de gente simples mas humana e verdadeira!!!
O processo não está terminado mas aconteça o que acontecer, sinto orgulho pelo que consegui fazer nestes últimos dias e por não ter cruzado os braços. As adversidades vieram porém de quem menos esperava que viessem e uma vez mais na minha vida fiquei desiludida com alguém em quem confiava e tomava por amigo.
Moral da história: Temos de ser nós a lutar pelos nossos interesses pois nunca podemos esperar que alguém o faça por nós ... aí está uma lição de vida que com as cabeçadas do passado lá consegui interiorizar e aprender.

Na minha vida nada se faz sem esforço mas isso também faz com que ao olhar para trás dê muito mais valor ao que agora tenho. Esta fase não é pois mais que uma pedra na longa engrenagem.

domingo, 5 de julho de 2009

Sentir a Diferença

De há uns meses para cá desenvolvi o que parecem ser reacções alérgicas (embora a primeira análise nada acuse). De maneira que se tapa completamente uma narina e tenho frequentes ataques de espirros compulsivos. O desagradável da coisa é quando isto acontece às 5h da manhã e me impede de dormir, acordando com uma sensação de falta de ar horrível. O que me incomoda sobretudo é que isto ao afectar o meu sono, me afecta também o meu bem-estar e rendimento no dia seguinte ...

Mas enfim isto foi só a introdução para o que quero contar ...

Não é que estava eu hoje na fila para comprar os famosos "Pasteis de Belém" (que aqui entre nós são bons mas não valem os exagerados 5,40€ /pacote 6) e dou um dos habituais espirros?! Fiz como qualquer pessoa minimamente educada faz, ie, desviei a cara para o lado e pus a mão à frente da boca e do nariz. Senti-me como se tivesse lepra ou coisa pior ao ver o olhar aterrorizado e de nojo do casal à frente, que sem qualquer tentativa de descrição, se desviou e ainda comentaram alto e em bom som: "olha a gripe das aves"!!!

Era para ter respondido que felizmente para mim, e até talvez para eles, se tratava apenas de uma alergia e que já agora a famosa doença da moda se chama "gripe A" (até porque antes disso era mais dos suínos do que das aves) e não o que lhe chamaram!!! Mas engoli em seco e abafei a revolta porque embora a atitude não tivesse primado pelos bons modos, entendi que é humano e até inato tentarmo-nos proteger quando por algum motivo nos sentimos em perigo.

Depois dos ataques do antrax, do perigo dos ataques terroristas, até da famosa crise económica, vem agora mais esta para pôr todos em estado de alerta e com a desconfiança e cepticismo ao rubro...

Naqueles curtos segundos deu para sentir na pele o que é sermos injustamente descriminados e como fenómenos fictícios como os descritos no "ensaio sobre a cegueira" ou outros verídicos e que se julga não mais irem acontecer como o holocausto nazi, estão afinal só à espera de um click para poderem eclodir.


Desculpem a disertação talvez um quanto exagerada e demente mas ainda assim pertinente ...


sábado, 4 de julho de 2009

O fim das preocupações femininas

A maneira correcta de me pesar:
Não posso acreditar que tenho feito isto errado durante estes anos todos!...

terça-feira, 9 de junho de 2009

HOME - O Mundo é a nossa casa

Perto de completar 32 anos e apesar de todos os problemas e inseguranças que me rodeiam, posso dizer que dentro de dias vou concretizar um sonho de criança. E que bem que sabe quando podemos concretizar um sonho... Gostava que todas as pessoas em alguma altura de suas vidas pudessem sentir esta sensação.

Por falar em sonhos e coisas ao nosso alcance ou nem por isso, aqui fica um documentário elogiado e recomendado pelo meu irmão. Vale pelas imagens espetaculares e pela mensagem que passa:
Que saibamos todos então escrever de forma prudente o que vêm a seguir, utilizando bem os "indicadores para uma nova aventura humana baseada na moderação, na inteligência e na partilha"...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Profundamente triste

Pela segunda vez no mesmo emprego, sinto-me usada como fralda descartável.
Posso trabalhar das 6:30 às 22:30h (verídico!!! songa monga das maiores que pode haver), resolver as "cagadas"que outros fazem e mais ninguém sabe resolver, até receber emails com elogios da tanga ... mas na hora de ser verdadeiramente considerada e receber os privilégios é me puxado o tapete e dado o troféu a outro qualquer.
Sinto-me tremendamente injustiçada mas infelizmente também tão medrosa por não ser capaz de pôr o merecido ponto final parágrafo e arcar com a incerteza do desemprego.

Madrinha se estás a olhar por mim aí em cima como sempre acreditei que estás ... podes por favor dizer que já basta de pedras no meu caminho e pedir para que finalmente haja um pouco de justiça divina??? Sinto tanto a falta do teu abraço e aconchego em alturas como esta em que me sinto tão pequenina...

sábado, 23 de maio de 2009

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Coração Apertadinho

Trabalho muito mais horas do que é recomendável e até moralmente aceitável para uma mãe por isso é comum a sensação de que perco muita coisa e questiono-me muitas vezes se vale a pena tamanho sacrifício tendo em conta tudo o que este emprego me priva. Mas o facto é que as opções não são muitas e não sei deixar de ser responsável e entrar no tão típico espírito do passa ao outro e não ao mesmo...

Ando sempre absorvida pelos prazos, pelas "to do lists", pelo calendar, pelas teleconferências, pelas reuniões infrutíferas e pelos problemas sempre emergentes que põem constantemente em causa todo o planeamento traçado ... resistência ao stress adquire-se ou vai-se perdendo com o tempo??? Nem sei acho que se vão tentando arranjar resistências e armaduras que disfarçam o problema mas ele está lá sempre a arruinar-nos a saúde física e mental, a capacidade de dormir, de relaxar e em suma aguçando a tristeza por não se poder viver uma vida dita "normal" com tempo para outras coisas.

Apesar desta vidinha de formiguinha e até de burro vendando que só olha para a cenoura em frente dos olhos, há alturas em que a vida prega rasteiras e faz despertar para o facto de que há coisas bem mais importantes na nossa vida e que nem para tudo há solução que possamos desencantar por mais que nos esforcemos.
Amanhã saberei de este aperto no coração vai poder relaxar ou se pelo contrário irei ficar bem mais preocupada e com o coração entre a espada e a parede.
Pensamentos positivos precisam-se!!!