sábado, 28 de março de 2009

A Cigarra e a Formiga


A legendária lenda da esforçada formiga e da despreocupada cigarra assume na actualidade outros contornos e parece-me muitas vezes que no final a formiga ainda é gozada pela cigarra que vive às suas custas uma vida sem stresses e plena de facilidades.


Não era tão revoltada como agora, provavelmente são efeitos da idade mas confesso que me irritam e despertam sentimentos menos simpáticos todas as cigarras da sociedade:
Os que vivem à custa do rendimento mínimo garantido sem se esforçarem para voltar a trabalhar; os que vivem à custa dos pais até terem idade de já serem quase avós; aqueles que sobem nas empresas à custa dos colegas que realmente trabalham, fazendo-se valer apenas de esquemas de comunicação e graxa; aqueles com lucros enormes e que fogem aos impostos e/ou têm os empregados em situações contratuais precárias; os políticos corruptos; aqueles que reiteradamente roubam /furtam e saíem em liberdade; aqueles que estão nas prisões sem ter de trabalhar para comer; e por aí fora....


Irrita-me que na vida real as histórias não tenham o desfecho e os ensinamentos morais das fábulas de La Fountain ... não é quem trabalha e é esforçado que tem reconhecimento/sucesso mas mais os que pelas suas capacidades "chico espertenses" sabem contornar as coisas e levar bem a água ao seu moinho.


5 comentários:

Nade T. disse...

Querida, sou partidária da sua indignação! Tem vezes que até desanimo um pouco, mas levanto a cabeça e sigo em frente. Mas que dá raiva, dá!
Estive um pouco ausente daqui, mas como boa seguidora que sou (rsrsrs), virei com mais frequencia, até porque adoro o seu blog!
Bjs e excelente domingo!

Sofia Quintela disse...

a minha mãe sempre diz isso, que a trabalhar honestamente nada se consegue...

~*Rebeca*~ disse...

Adorei!

Nade T. disse...

Olha, tem um selinho merecidíssimo no meu blog pra você e pro Profundeza do Ser... Pegue ele, tá!
Bjs

Mariah disse...

É mesmo assim, este mundo está bom é para o chicos espertos, que infelizmente andam por aí que nem cogumelos. Revolta-me e muito.
Beijos
P.s quando perdi o que tinha no disco perdi igualmente o link para o teu outro blog (o step)por isso nunca mais o visitei.
Beijinhos