quinta-feira, 26 de junho de 2008

O porquê da minha ausência...

No último post contei-vos da maluqueira em que me meti mas o que ainda não tinha dito é que uns dias depois, não sei se consequência ou não do esforço físico, apareceu-me uma dor na coxa direita que me prendeu toda a perna... assim a meios que um choque eléctrico que me fazia coxear e não me deixava dormir nem estar bem em nenhuma posição.


Perante este relato algumas pessoas disseram-me que era provavelmente dor ciática ou então algum músculo inflamado em consequência de um grande esforço físico. Vejam só "ciática" parece mesmo uma doença de pessoas de idade ... ó sorte estou mesmo a ficar velha!!!
Aproveitando que ando na fisioterapia (por causa das dores na coluna e cervical), fiz o choradinho e pedi que me massajassem a coxa e dias depois já estava bem. No fim-de-semana subi umas escadas com o Miguel ao colo e ao fim do dia lá voltou a mesma dor: sentei-me bem no sofá e minutos depois já nem me conseguia levantar :-(


Hoje já estou outra vez bem mas até tenho medo de falar não vá dar azar.
A juntar a isto tudo sinto-me exausta: deito-me cansada, acordo cansada e cheia de sono, passo o dia a lutar contra este cansaço que me impede de render o que queria. Sinto-me em baixo de forma e a precisar urgentemente e férias (se é que uma mãe pode sonhar em ter férias).
E tenho tanta sorte por ter a minha mãe e a minha sogra que tanto me ajudam, nem sei então como seria se não as tivesse!!


As férias já não estão assim tão longe mas sei que não me vão trazer o descanso que tanto preciso. Vai ser o primeiro Verão do Miguel na praia (porque o ano passado ainda era muito pequeno e o pediatra desaconselhou) e apesar de ter alguma expectativa por ver como será a reacção dele à areia e às ondas, sei que se acabou o descanso!!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Uma data especial...

E hoje celebro 3 anos de casamento!!

Posso dizer que não trocava por nada esta vida de casada ... Apesar de nem tudo serem rosas, sinto e sei que nunca fui tão feliz.

Quando casámos, planeávamos talvez daí por 3 anos começar a pensar em filhos, ora a vida trocou-nos as voltas e aprendemos com isso que as melhores coisas acontecem por vezes sem que as planeemos muito. Hoje já cá temos o Miguelito pronto a festejar o dia connosco e sinceramente ainda bem que assim é.

Recados Para Orkut




quarta-feira, 11 de junho de 2008

Realidade Surrealista

Depois de um post cor-de-rosa é realmente brusco tocar a realidade cinzenta que o país enfrenta mas é gritante demais para ignorar. Para onde caminhamos? Que caos é este? Ninguém tem mão nisto? Por quanto mais tempo se vai isto prolongar???

Em resposta ao vergonhoso aumento do custo dos combustíveis (ultimamente quase diário), os camiões uniram-se e formam barreiras impedindo a distribuição de bens e a circulação de pessoas. Está o caos instalado: filas enormes, escassez de gasolina e gasóleo, falta de bens de primeira necessidade nos supermercados ... E o governo não se pronuncia parecendo incapaz de assegurar o regresso da ordem pública. Ao ouvir as notícias parece que estamos num estado à deriva fazendo lembrar o ínicio do "Ensaio sobre a cegueira".
Para agravar as coisas, somos este paraíso calminho à beira mar plantado cuja população, graças a Deus, não está habituada a lidar com grandes desastres naturais nem enfrentar guerras ou outras calamidades, pelo que não sabemos de todo lidar com situações de escassez ou recessão. E isto não é uma critica, é bom sinal que assim seja, contudo, esta corrida ao açambarcamento quando por vezes ainda não havia necessidade só agrava ainda mais as coisas e vai agigantar a avalanche...

E pensar que me ria quando o meu pai dizia: "isto um dia ainda dá uma volta tal que se tem de regressar ao antigamente, ao cultivo da terra se queremos ter alimento à mesa!!"

Sei que esta crise irá certamente passar daqui por uns dias (bolas assim o espero!) mas pensando a longo prazo, começo-me a questionar que futuro aguarda os nossos filhos....

Mas pronto o que vale é que os telejornais abrem com a notícia de destaque: "A Selecção nacional ganhou por 3-1!!"
E viva PORTUGAL!

sábado, 13 de outubro de 2007

Ainda a máquina de secar...

Inspirada pelas vossas mensagens de incentivo e pelo facto dos 15 dias de experiência se estarem a passar, lá me decidi a experimentar novamente a minha mais recente aquisição.

Antes disso andei-me a documentar sobre a simbologia das etiquetas da roupa . Apesar de não saber todos os símbolos com exactidão, julgava dominar o que me era necessário mas cedo me apercebi que o saber nunca é demais. Pensava eu que um circulo dentro de um quadrado com uma cruz em cima ou um circulo com uma cruz em cima eram dois símbolos que significavam o mesmo (proibida a utilização de máquina de secar) ... devia eu pensar que era de modos que conforme estivessem com mais paciência ou menos para detalhes no desenho :-))) Mas pronto agora já sei que só o primeiro tem esse significado, o segundo indica a proibição de lavagem a seco (limpeza em lavandaria). Assim se explica porquê no outro dia mais de metade da roupa (incluindo toalhas e lençóis) ficou erradamente no monte dos excluídos ... já andava a cismar o quê é que os meus lençóis tinham de diferentes dos das outras pessoas.

Voltando ao relato da 2ª experiência, desta vez testei apenas com roupinhas do Miguel e com muito mas muito menos peças (para aí apenas 2kg). Tempo que achei necessário:65 minutos (de acordo com o que as instruções sugeriam para roupas delicadas). Mais uma vez no final apercebo-me que o tempo não era o suficiente porque a roupa ainda estava bastante húmida. Programei mais 20´ e desta vez sim o resultado já foi mais aceitável.

Moral da história. O bicharoco só vai mesmo ser usado quando está de chuva e não tenho mais alternativas (é que detesto ter estendais improvisados na cozinha por vários dias). Mas lá que é muito mais lentinho doque eu imaginava é.
Ahhh e para quê é que fazem máquinas para 7kg (e até já 8kg) se afinal só com 2kg já leva carradas de tempo (muito mais doque seria conveniente)?!?

Com estes dias de sol/calor que têm estado e agora com a máquina de secar, entusiasmei-me a fazer máquinas esta semana que passou, de modos que tenho para aqui roupa para passar a ferro que nunca mais acaba... Trabalho voluntário aceita-se e é bem vindo!

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Desafio

Recebi um desafio da Mariah (obrigada é sempre tão bom) e cá vão as minhas respostas:

O que estavas a fazer há 10 anos atrás?

Estava no meu 3º ano de faculdade que foi sem dúvida o mais intenso: 1º namorado, 1º estágio nas férias (de Agosto a Novembro), melhor ano de média, começava as aulas de condução ... tudo corria bem e tinha a cabeça a fervilhar de projectos.

O que estavas a fazer o ano passado?

Estava a iniciar esta aventura da maternidade. No ínicio de Setembro enquanto estava de férias na Tunisia, fiz o teste e descobri que estava grávida... foi o antecipar dos planos que só faziamos para daqui a uns dois anos. Tinha contado somente à familia chegada mas a mais ninguém e vivi com esse segredo até ao dia da 1ª ecografia (31/10).

5 Snacks que eu gosto:

- Chocolates;
- Crepes;
- Bolos;
- Batatas fritas de pacote;
- Doces com leite condensado
(enfim só coisas light)

Músicas cujas letras conheço de cor:
- Sozinho (Caetano Veloso);
- My Name Is Luca (Suzanne Vega);
- Eu sei (Papas da Língua);
- Não há estrelas no Céu (Rui Veloso)
- Angels (Robbie Williams)
e algumas outras nomeadamente da Tracy Chapman e Whitney Houston de quem gosto muito

coisas que nunca voltaria a vestir/calçar:
- Sandálias com meias (que só aconteceu em pequena qdo ainda não era eu a mandar);
- Mini-saias (as pernas estão gordissímas e já não o permitem);
- Coisas com muitas rendas e folhos e cheias de cores muito garridas

5 brinquedos que eu gosto:
- Computador
- Telemóvel
- Livros
- jogo do Uno
- jogo Party & Co (e outros como o Scrabble,...)

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Os nossos saudosos amigos de 4 patas

Depois do post anterior fiquei triste e nostálgica e começei a pensar que um pouco da minha história se está a perder. Começa a haver muita coisa que apenas está viva na minha lembrança e nas histórias que um dia heide contar ao Miguelinho e isso faz parte da vida mas é sempre difícil de aceitar.

Desde há uns tempos atrás que imensos dos nossos (meus/dos meus pais, do meu marido/dos meus sogros) animais de estimação têm vêm vindo a desaparecer. Isso deixa-me tão triste pois eles ocupavam um lugar tão especial no nosso coração e torna-se díficil ver a casa sem eles. Imaginava ainda em grávida estar no quintal a dar papa ao Miguel e dizer vá esta é para o "Riskinhas", esta é para o "Dinky" e ficava feliz só de imagina-lo a correr e a brincar com eles.

- O último a desaparecer foi o cão dos meus sogros o "Fred" (raça: Saimoedo) no final de Agosto. Para além de ser um cão hiper-activo e brincalhão, era super inteligente e companheiro. Tinha a particulariedade de só comer se estivessemos ao pé dele, adorar ir buscar molas de roupa e venerar a dona. Como ainda não foi há muito tempo que desapareceu deixo aqui o apelo para se alguém o viu aqui deixar comentário.


(Fred com a sua aparência normal)



(Fred tosquiado conforme estava quando desapareceu)




(Uma filhota do Fred igualzinha a ele) (Outras duas lindas filhotas doFred)

- Antes em meados de Junho tinha desaparecido o meu querido Dinky. Particularidades: detestava banho e tudo o que tivesse haver com água (alguidares, esponjas, mangueiras, champoos, garrafas, etc...), adorava andar na vadiagem e tinha umas certas tendências suicidas pois adorava desafiar cães de grande porte (quando o caso estava mal parado desatava a correr mas algumas vezes não correu o suficiente e apanhou grandes sustos).


(O meu saudoso Dinky)


- Em Dezembro não me lembro se antes ou depois do Natal (estava eu grávida de 4 meses), recebo a triste notícia que o "Riskinhas" tinha morrido. Foi de todas as perdas a que mais me chocou e me fez chorar. Foi muito triste pois ele tinha andado mesmo muito doente uns meses antes e melhorou imenso com os remédios e tratamentos do veterinário. Estranhamente depois desse episódio engordou e passou a ser um gatinho muito mais redondinho e anafado tipo "Garfield" mas agora olhando para trás começo a perceber que esse aumento de peso não era assim tão positivo como pensávamos.

Particularidades do Riskinhas: era dócil como um cão, seguia os donos para o supermercado e esperava por eles debaixo de um carro até que saíssem e depois lá os acompanhava de volta para casa; adorava passar as tardes a dormir no tapete da porta da entrada e quando alguém entrava no jardim murmurava num misto de doçura e preguiça: "miaaaauuuuuuuuu" (como quem diz "olá, então por cá?", adorava passar tardes ao meu colo e quando estava assim no calorzinho e feliz babava-se imenso e fazia ron-ron ... foi um gato que deixa saudades e um vazio e até ao meu pai que dizia não gostar de gatos não resistiu aos encantos deste amiguinho único.

(O meu doce e meigo Riskinhas)

- Ainda antes de estar grávida desapareceu o gato da minha cunhada: o Pablo. Uns dias depois viemos a saber que morreu atropelado.

(Pablo em pequenino)

Todos deixam boas memórias e muita saudade. Que triste que fico por pensar que o Miguelito já nunca vai poder brincar com eles .... Restam-nos ainda alguns bons amiguinhos de estimação que espero bem não perder tão depressa pois já começo a ter dificuldades em lidar com estes sentimentos de perda.

sábado, 15 de setembro de 2007

Adeus Tio João

É suposto que um blog de bebé/criança seja alegre, cheio de cor e com posts repletos de episódios alegres e bonitos. Por isso hesitei bem antes de publicar este post mas fiz-o porque pensando bem, e até que o Miguelito tenha idade para escrever e ir continuando a engrossar este blog, este acaba também por ser um diário meu com a minha perspectiva de ver o mundo e as coisas que nos acontecem. A vida nem sempre é cor-de-rosa e não podemos esconder das crianças que há um lado cinzento mas devemos com muito amor e bom senso prepará-las para aprenderem a lidar com isso e dar-lhes armas para saberem superar a dor da perda.
Ontem morreu o meu Tio João e hoje foi o seu enterro. Lamentavelmente não chegou sequer a conhecer o seu único sobrinho-neto e na hora do adeus isso ainda ajudou a que me sentisse mais triste.
Este meu tio sempre foi um solibatário por excelência, com um feitio muito difícil e muito pouco dado a simpatias e palavras doces. É daqueles casos em que não sei se foi a vida que o fez ser assim uma pessoa só e amarga ou se foi a sua maneira de ser a responsável pela vida que teve. Em qualquer caso e ainda que com as incompatibilidades e divergências que nos afastavam, este era o meu único tio paterno e guardo boas recordações dele na minha infância.
Hoje na hora do funeral enquanto me despedia e me relembrava dele viram-me algumas memórias de menina e são essas que vou procurar guardar para sempre dele: a tartaruga a corda que me deu e que era o meu brinquedo predilecto, a minha primeira (e única) bicicleta, as fotografias tolas que tirava ao céu e aos aviões e que por sua vez tiravam o meu pai do sério pois serviam apenas para desperdiçar rolo, as suas visitas sempre tão inesperadas quanto espaçadas entre si, as idas ao café e os chocolates que lá me comprava, as histórias dos tempos em que ele e o meu pai eram pequeninos e viviam com as dificuldades típicas de um país marcado pela ruralidade e regime ditaturial com a agravante ainda de serem órfãos de mãe.
Tio que tenhas enfim o eterno descanso e paz.