terça-feira, 9 de junho de 2009

HOME - O Mundo é a nossa casa

Perto de completar 32 anos e apesar de todos os problemas e inseguranças que me rodeiam, posso dizer que dentro de dias vou concretizar um sonho de criança. E que bem que sabe quando podemos concretizar um sonho... Gostava que todas as pessoas em alguma altura de suas vidas pudessem sentir esta sensação.

Por falar em sonhos e coisas ao nosso alcance ou nem por isso, aqui fica um documentário elogiado e recomendado pelo meu irmão. Vale pelas imagens espetaculares e pela mensagem que passa:
Que saibamos todos então escrever de forma prudente o que vêm a seguir, utilizando bem os "indicadores para uma nova aventura humana baseada na moderação, na inteligência e na partilha"...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Profundamente triste

Pela segunda vez no mesmo emprego, sinto-me usada como fralda descartável.
Posso trabalhar das 6:30 às 22:30h (verídico!!! songa monga das maiores que pode haver), resolver as "cagadas"que outros fazem e mais ninguém sabe resolver, até receber emails com elogios da tanga ... mas na hora de ser verdadeiramente considerada e receber os privilégios é me puxado o tapete e dado o troféu a outro qualquer.
Sinto-me tremendamente injustiçada mas infelizmente também tão medrosa por não ser capaz de pôr o merecido ponto final parágrafo e arcar com a incerteza do desemprego.

Madrinha se estás a olhar por mim aí em cima como sempre acreditei que estás ... podes por favor dizer que já basta de pedras no meu caminho e pedir para que finalmente haja um pouco de justiça divina??? Sinto tanto a falta do teu abraço e aconchego em alturas como esta em que me sinto tão pequenina...

sábado, 23 de maio de 2009

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Coração Apertadinho

Trabalho muito mais horas do que é recomendável e até moralmente aceitável para uma mãe por isso é comum a sensação de que perco muita coisa e questiono-me muitas vezes se vale a pena tamanho sacrifício tendo em conta tudo o que este emprego me priva. Mas o facto é que as opções não são muitas e não sei deixar de ser responsável e entrar no tão típico espírito do passa ao outro e não ao mesmo...

Ando sempre absorvida pelos prazos, pelas "to do lists", pelo calendar, pelas teleconferências, pelas reuniões infrutíferas e pelos problemas sempre emergentes que põem constantemente em causa todo o planeamento traçado ... resistência ao stress adquire-se ou vai-se perdendo com o tempo??? Nem sei acho que se vão tentando arranjar resistências e armaduras que disfarçam o problema mas ele está lá sempre a arruinar-nos a saúde física e mental, a capacidade de dormir, de relaxar e em suma aguçando a tristeza por não se poder viver uma vida dita "normal" com tempo para outras coisas.

Apesar desta vidinha de formiguinha e até de burro vendando que só olha para a cenoura em frente dos olhos, há alturas em que a vida prega rasteiras e faz despertar para o facto de que há coisas bem mais importantes na nossa vida e que nem para tudo há solução que possamos desencantar por mais que nos esforcemos.
Amanhã saberei de este aperto no coração vai poder relaxar ou se pelo contrário irei ficar bem mais preocupada e com o coração entre a espada e a parede.
Pensamentos positivos precisam-se!!!

domingo, 12 de abril de 2009

So para dizer que ainda por ca ando

Desculpem a falta de acentos mas o pc esta com um "bug" qualquer relativamente aos acentos, pelo que os vou ter de os omitir para que nao fique uma coisa do genero :
"n~~ao sei o que h´´a a fazer para resolver isto"

Tenho andado distante como que numa cura de "desintoxicacao bloguistica" para tentar dar mais de mim e do meu tempo aos que me sao fisicamente mais proximos. A Pascoa passou a voar e entre fazer doces, passar a ferro, arrumar coisas, confraternizar e fazer entregas on-line do IRS para mim e uns quantos familiares, la se passou tudo num ai ...
A proposito, espero que a Vossa Pascoa tenha sido tambem docinha, passada perto da familia e/ou no meio de amigos.

Perante a simulaçao do reembolso de cerca de 1000 euros do IRS, começamos a sonhar com uma semaninha de ferias. Nao ha destino certo apenas a certeza que fosse distante o suficiente para termos de apanhar um aviao (coisa que nao fazemos desde que estava gravida de um mes sem que ainda soubesse).
Infelizmente ha um dilema e um sentimo de culpa associados: apesar da crise parecem nao haver viagens que encaixem nesse budget restrito para duas pessoas no timming que queremos & como lidar com o afastamento do nosso filhote sem ter cravado no peito e na mente o sentimento que estamos a ser uns pais negligentes e egoistas?

Espero que se resolva porque enquanto casal bem que estamos a precisar...

domingo, 5 de abril de 2009

Eis que passados quase 4 anos

... a habilidade para cozinhar aumentou e/ou a estima pelo trem de cozinha diminuiu e já consegui finalmente fazer crepes sem me queimar ... YUPI!!!

São coisas que marcam: estava casadinha de fresco (regressada há poucos dias da lua-de-mel em Cuba), numa cozinha a estrear e com um trem de cozinha a reluzir de novo.
Quis exibir os meus dotes culinários e quando tentava rodopiar os crepes, a frigideira escapou-me da mão, os reflexos que temos em fragmentos de segundos, levaram-me a irreflectidamente impedir que a mesma caísse tendo queimado forte e feio a palma da mão.


Fui ao posto médico que por azar nessa noite estava fechado por falta de electricidade ... pelo que o resultado foi uma noite muito mal passada em que sentia a mão constantemente a arder e tinha que estar com ela a agarrar alguma coisa bem fria.


Acho que desta aprendi a lição ... que se lixem os tachos, eles que caiam a ver se me ralo!!!

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A verdade é que posso estar bastante tempo sem fazer muita coisa interessante em termos de culinária mas de tempos a tempos necessito de ir para a cozinha, experimentar novas receitas, sentir-me distraída enquanto lá estou e pôr muito amor em tudo o que faço... e depois o melhor de tudo vem no fim quando sinto a satisfação dos outros ao comer o que fiz.

Os CREPES faço a olho seguindo as directrizes que o meu pai (que foi cozinheiro) em tempos me deu: Junto umas 2 gemas, com umas colheres de sopa de farinha, uns 3 dl de leite morno, uma colherzinha de manteiga derretida e uma nesguinha de açúcar, bato até fazer uma mistura cremosa e não demasiadamente líquida (corrigindo por isso com mais farinha ou mais leite).

Já este fim de semana fiz estas duas receitas:

TARTE DE ANANÁS E FIAMBRE:

- 1 embalagem de massa folhada/massa quebrada

- 250gr fiambre aos cubinhos;

- 150 gr queijo ralado (mozzarela ou outro);

- cogumelos laminados qb

- 4 ovos

- 1 pacote de natas

- 1 lata pequena de ananás

- Sal e pimenta qb

E voilá, este foi o resultado:

(Adorei e por isso aqui partilho)

TARTE DE CÔCO

- 1 embalagem massa folhada/massa quebrada

- 4 ovos

- 1 pacote de natas (200ml) ou em alternativa 2 iogurtes de aroma de côco (usei antes os iogurtes)

- 200gr de côco ralado

- 200gr açúcar

- 1 colh sopa de maizena

- não estava na receita mas acrescentei sumo de 1 limão para quebrar o doce


sábado, 28 de março de 2009

A Cigarra e a Formiga


A legendária lenda da esforçada formiga e da despreocupada cigarra assume na actualidade outros contornos e parece-me muitas vezes que no final a formiga ainda é gozada pela cigarra que vive às suas custas uma vida sem stresses e plena de facilidades.


Não era tão revoltada como agora, provavelmente são efeitos da idade mas confesso que me irritam e despertam sentimentos menos simpáticos todas as cigarras da sociedade:
Os que vivem à custa do rendimento mínimo garantido sem se esforçarem para voltar a trabalhar; os que vivem à custa dos pais até terem idade de já serem quase avós; aqueles que sobem nas empresas à custa dos colegas que realmente trabalham, fazendo-se valer apenas de esquemas de comunicação e graxa; aqueles com lucros enormes e que fogem aos impostos e/ou têm os empregados em situações contratuais precárias; os políticos corruptos; aqueles que reiteradamente roubam /furtam e saíem em liberdade; aqueles que estão nas prisões sem ter de trabalhar para comer; e por aí fora....


Irrita-me que na vida real as histórias não tenham o desfecho e os ensinamentos morais das fábulas de La Fountain ... não é quem trabalha e é esforçado que tem reconhecimento/sucesso mas mais os que pelas suas capacidades "chico espertenses" sabem contornar as coisas e levar bem a água ao seu moinho.